3.10 A Regeneração

Que significa nascer de novo?

EXPLICAÇÃO E BASE BÍBLICA

Podemos definir a regeneração da seguinte maneira: Regeneração é o ato secreto de Deus pelo qual ele nos comunica nova vida espiritual. Isso é algumas vezes chamado “nascer de novo” (para usar a linguagem de João 3.3-8).

A. A regeneração é totalmente obra de Deus

Em alguns dos elementos da aplicação da redenção que discutiremos nos capítulos subseqüentes, exercemos uma parte ativa (isso é verdade, por exemplo, na conversão, na santificação e na perseverança). Mas na obra da regeneração não exercemos nenhum papel ativo. Trata-se, ao contrário, de uma obra totalmente de Deus.Vemos isso, por exemplo, quando João fala a respeito daqueles a quem Cristo deu o poder de serem feitos filhos de Deus — “os quais não nasceram por descendência natural, nem pela vontade da carne nem pela vontade de algum homem, mas nasceram de Deus” (Jo 1.13). Aqui João especifica que os filhos de Deus são os que “nasceram de Deus”, e a vontade humana (“vontade do homem”) não ocasiona essa espécie de nascimento.
O fato de que somos passivos na regeneração fica também evidente quando a Escritura se refere a ela como gerar ou “nascer de novo” (cf. Tg 1.18; 1 Pe 1.3; Jo 3.3-8). Nós não escolhemos nos tornar vivos fisicamente e também não escolhemos nascer — isso simplesmente aconteceu; de modo semelhante, essas analogias na Escritura sugerem que somos inteiramente passivos na regeneração.
A obra soberana de Deus na regeneração também é predita na profecia de Ezequiel. Por meio dele Deus prometeu um tempo futuro no qual daria nova vida espiritual ao seu povo:

“Darei a vocês um coração novo e porei um espírito novo em vocês; tirarei de vocês o coração de pedra e lhes darei um coração de carne. Porei o meu Espírito em vocês e os levarei a agirem segundo os meus decretos e a obedecerem fielmente às minhas leis” (Ez 36.26,27).

Qual é o membro da Trindade que causa a regeneração? Quando Jesus diz “nascer do Espírito” (cf. Jo 3.8), ele indica que é especialmente Deus Espírito Santo que produz a regeneração. Mas outros versículos também indicam o envolvimento de Deus Pai na regeneração. Paulo especifica que é Deus que “deu-nos vida com Cristo” (Ef 2.5; cf. Cl 2.13). E Tiago diz que é o “Pai das luzes” que nos deu o novo nascimento: “Por sua decisão ele nos gerou pela palavra da verdade, a fim de sermos como que os primeiros frutos de tudo o que ele criou” (Tg 1.17,18). Finalmente, falando de Deus, Pedro diz que, “conforme a sua grande misericórdia, ele nos regenerou para uma esperança viva, por meio da ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos” (lPe 1.3). Podemos concluir que tanto Deus Pai como Deus Espírito Santo produzem a regeneração.
Qual é a conexão entre a vocação eficaz e a regeneração? Como veremos mais tarde neste capítulo, a Escritura indica que a regeneração deve vir antes de podermos responder à vocação eficaz com fé salvadora. Portanto, podemos dizer que a regeneração vem antes do resultado da vocação eficaz (a nossa fé). Mas é mais difícil especificar a relação temporal exata entre a regeneração e a proclamação humana do evangelho por meio da qual Deus opera a vocação eficaz. Ao menos duas passagens sugerem que Deus nos regenera ao mesmo tempo em que nos fala mediante a vocação eficaz. Pedro diz: “Vocês foram regenerados, não de uma semente perecível, mas imperecível,por meio da palavra de Deus, viva e permanente. [...]! Essa é a palavra que lhes foi anunciada” (1 Pe 1.23,25). E Tiago diz: “Por sua decisão ele nos gerou pela palavra da verdade” (Tg 1.18). À medida que o evangelho nos chega, Deus fala por meio dele, chamando-nos para si mesmo (vocação eficaz), e nos dá vida espiritual (regeneração) de forma que somos capacitados a responder com fé. A vocação eficaz é, dessa forma, Deus Pai nos falando poderosamente, e a regeneração é Deus Pai e Deus Espírito operando poderosamente em nós para nos dar vida. Essas duas coisas devem ter acontecido simultaneamente enquanto Pedro pregava o evangelho à casa de Cornélio, pois, enquanto ele estava pregando, “o Espírito Santo desceu sobre todos os que ouviam a mensagem” (At 10.44).

Algumas vezes o termo graça irresistível é usado nesse sentido. Ele se refere ao fato de que Deus eficazmente chama pessoas e as regenera, e ambas as ações garantem que responderemos com fé salvadora. O termo graça irresistível está sujeito ao entendimento errôneo, contudo, visto que parece sugerir que as pessoas não fazem uma escolha voluntária e deliberada na resposta ao evangelho — uma idéia errônea e um entendimento errôneo do termo graça irresistível. O termo preserva algo valioso, no entanto, porque indica que a obra de Deus alcança nosso coração para produzir a resposta que é absolutamente certa — muito embora nós respondamos voluntariamente.

B. A natureza exata da regeneração é mistério para nós.

Exatamente o que acontece na regeneração é mistério para nós. Sabemos de qualquer maneira que nós, que estivemos espiritualmente mortos (Ef 2.1), fomos vivificados por Deus e, em um sentido muito verdadeiro, “nascemos de novo” (cf. Jo 3.3,7; Ef 2.5; Cl 2.13). Todavia, não entendemos como isso acontece ou como exatamente Deus nos dá essa vida espiritual. Jesus diz: “O vento sopra onde quer. Você o escuta, mas não pode dizer de onde vem nem para onde vai. Assim acontece com todos os nascidos do Espírito” (Jo 3.8).

A Escritura vê a regeneração como algo que nos afeta como pessoas integrais. Obviamente, nosso “espírito” é vivificado em relação a Deus após a regeneração (Rm 8.10), mas isso acontece simplesmente porque nós como pessoas integrais somos afetados pela regeneração. Não somente nosso espírito estava morto antes — nós estávamos mortos em delitos e pecados (v. Ef 2.1). É incorreto dizer que tudo o que acontece na regeneração é que o nosso espírito é vivificado (como alguns costumam ensinar), pois cada parte de nós é afetada pela regeneração:”Portanto, se alguém está em Cristo, é nova criação. As coisas antigas já passaram; eis que surgiram coisas novas!” (2Co 5.17).

Porque a regeneração é obra de Deus dentro de nós na qual ele nos dá nova vida, é correto concluir que ela é um ato instantâneo. Ele acontece uma só vez. Em dado momento estamos espiritualmente mortos, e no momento seguinte recebemos vida espiritual da parte de Deus. No entanto, nem sempre sabemos exatamente quando essa mudança instantânea ocorre.

Especialmente quando se trata de crianças crescidas em lar cristão ou de pessoas que freqüentam uma igreja evangélica ou um estudo bíblico por um grande período de tempo e gradualmente crescem no seu entendimento do evangelho, normalmente não acontece uma crise dramática acompanhada de uma mudança radical de conduta de ”um pecador endurecido” para “um santo”.

Apesar disso, no entanto, há uma mudança instantânea, quando Deus, por meio do Espírito Santo e de modo invisível, desperta vida espiritual dentro do indivíduo. A mudança se tornará evidente no tempo próprio em padrões de conduta e de desejos que são agradáveis a Deus. Em outras ocasiões (de fato, provavelmente a maioria dos casos em que pessoas adultas se tornam cristãs), a regeneração acontece em um tempo claramente detectável no qual a pessoa percebe que anteriormente era separada de Deus e espiritualmente morta, mas logo após surgiu sem dúvida a nova vida espiritual dentro dela. Os resultados podem ser normalmente vistos de uma só vez — o coração sensível confiando em Cristo para a salvação, a certeza de pecados perdoados, o desejo de ler a Bíblia e de orar (e a percepção de que essas são atividades espirituais significativas), o prazer na adoração, a vontade de ter comunhão cristã, o desejo sincero de ser obediente à Palavra de Deus na Escritura e de contar a outros a respeito de Cristo. Essas pessoas podem dizer algo mais ou menos assim: “Não sei exatamente o que aconteceu, mas antes daquele dia eu não confiava em Cristo para a salvação. Estava ainda pensando e questionando em minha mente. Mas, a partir daquele momento, percebi que confiava em Cristo e que ele era meu Salvador. Alguma coisa aconteceu em meu coração”. Todavia, mesmo nesses casos, não podemos estar totalmente certos sobre o que aconteceu exatamente em nosso coração. É como Jesus disse com respeito ao vento — ouvimos a sua voz, vemos os resultados, mas não podemos realmente ver o próprio vento. Assim também acontece com a operação do Espírito em nosso coração.

C. Nesse sentido de “regeneração”, ela precede a fé salvadora.

Usando os versículos citados anteriormente, definimos a regeneração como o ato de Deus despertar vida espiritual dentro de nós, trazendo-nos da morte espiritual para a vida espiritual. Com base nessa definição, é natural entender que a regeneração antecede a fé salvadora. É de fato essa obra de Deus que nos dá a capacidade espiritual de responder a Deus com fé. Contudo, quando dizemos que a regeneração vem “antes” da fé salvadora, é importante lembrar que elas normalmente estão tão próximas que parecerão acontecer ao mesmo tempo. Assim que Deus nos envia o chamado eficaz do evangelho, nos regenera, e respondemos com fé e arrependimento a esse chamado. Portanto, de nossa perspectiva, é difícil perceber qualquer diferença temporal entre elas, especialmente porque a regeneração é uma obra espiritual que não podemos perceber com nossos olhos ou mesmo entender com a mente.

Todavia, há diversas passagens que nos dizem que essa obra secreta e misteriosa de Deus em nosso espírito acontece antes de respondermos a Deus com fé salvadora (embora muitas vezes ela possa se dar apenas alguns segundos antes de nossa resposta). Ao falar a respeito da regeneração com Nicodemos, Jesus disse: “Ninguém pode entrar no Reino de Deus, se não nascer da água e do Espírito” (Jo 3.5). Entramos no Reino de Deus quando nos tornamos cristãos na conversão. Mas Jesus diz que temos de “nascer do Espírito” antes de nos convertermos. (“Nascer da água” com freqüência se refere à limpeza espiritual do pecado, que é simbolizada pela água na profecia de Ezequiel capítulo 36.25,26). Nossa incapacidade de ir a Cristo por nós próprios, sem a obra inicial de Deus dentro de nós, é também enfatizada quando Jesus diz: “Ninguém pode vir a mim, se o Pai, que me enviou, não o atrair” (Jo 6.44), e “ninguém pode vir a mim, a não ser que isto lhe seja dado pelo Pai” (Jo 6.65). Esse ato interior da regeneração é belamente descrito quando Lucas diz de Lídia: “O Senhor abriu seu coração para atender à mensagem de Paulo” (At 16.14). Primeiro o Senhor abriu o coração de Lídia, então ela foi capaz de dar ouvidos à pregação de Paulo e responder com fé.

De modo contrastante, Paulo nos diz: “Quem não tem o Espírito não aceita as coisas que vêm do Espírito de Deus, pois lhe são loucura; e não é capaz de entendê-las,porque elas são discernidas espiritualmente” (1 Co 2.14). Ele também diz, sobre pessoas que estão separadas de Cristo: “não há ninguém que entenda, ninguém que busque a Deus” (Rm 3.11).

A solução para essa morte e incapacidade espiritual de responder vem somente quando Deus nos dá a nova vida interior: “Todavia, Deus, que é rico em misericórdia, pelo grande amor com que nos amou, deu-nos vida com Cristo, quando ainda estávamos mortos em transgressões — pela graça vocês são salvos” (Ef 2.4,5). Paulo também diz: “Quando vocês estavam mortos em pecados e na incircuncisão da sua carne, Deus os vivificou com Cristo” (Cl 2.13).

A idéia de que a regeneração antecede a fé salvadora não é sempre entendida pelos evangélicos de hoje. As vezes as pessoas dizem algo mais ou menos assim: “Se você crer em Cristo como seu Salvador, então (depois de crer) você nascerá de novo”. Mas a Escritura não diz nada semelhante.

O novo nascimento é visto pela Escritura como algo que Deus faz em nós a fim de nos capacitar a crer.

A razão pela qual os evangélicos sempre pensam que a regeneração vem após a fé salvadora é que eles vêem os resultados (como o amor por Deus e por sua Palavra e o abandono do pesado) após as pessoas virem à fé e pensam que a regeneração deve, portanto, ter vindo após a fé salvadora. De fato, algumas afirmações evangélicas de fé contêm palavras que sugerem que a regeneração vem após a fé salvadora. Nessas afirmações, a palavra regeneração certamente significa a evidência exterior da regeneração que é vista em uma vida mudada, evidência que certamente vem após a fé salvadora. Assim, ”nascer de novo” tem sido entendido não em termos de comunicação inicial da nova vida, mas em termos da mudança total de vida que resulta dessa comunicação. Se o termo regeneração for compreendido desse modo, então é verdade que a regeneração vem após a fé salvadora.

Todavia, se usarmos a linguagem que combina com o ensino geral da Escritura, será melhor restringir a palavra regeneração para a obra inicial instantânea de Deus na qual ele nos comunica vida espiritual. Assim, podemos enfatizar que não vemos a regeneração propriamente, mas somente os resultados dela em nossa vida, e que a fé em Cristo para a salvação é o primeiro resultado que vemos. De fato, não podemos saber que fomos regenerados até que venhamos à fé em Cristo, porque essa é a evidência exterior dessa obra divina interior e secreta. Uma vez que alcancemos a fé salvadora em Cristo, podemos saber que nascemos de novo.

Aplicando essa verdade, percebemos que a explicação da mensagem do evangelho na Escritura não aparece em forma de mandamento: “Nasça de novo e seja salvo”, mas antes: “Creia em Jesus Cristo e será salvo”. Esse é o padrão consistente na pregação do evangelho segundo todo o livro de Atos e também nas descrições do evangelho fornecidas nas cartas.

D. A regeneração genuína deve trazer resultados na vida.

Na seção anterior, observamos que a capacidade de responder a Deus com fé salvadora é o primeiro resultado da regeneração. Assim, João diz: “Todo aquele que crê que Jesus é o Cristo é nascido de Deus”(lJo 5.l).Mas há também outros resultados da regeneração, muitos dos quais são especificados na primeira epístola de João. Por exemplo, João diz: “Todo aquele que é nascido de Deus não pratica o pecado” (lJo 3.9). Aqui João explica que a pessoa que nasceu de novo tem a “semente” espiritual (que se mostra em vida mudada e crescente em poder) dentro dela que a livra de viver continuamente em pecado. Obviamente isso não significa que a pessoa terá uma vida perfeita, mas apenas que o padrão de vida não será o de indulgência contínua com relação ao pecado. Devemos perceber que o que João diz é verdadeiro em relação a cada um que realmente nasceu de novo: “Todo aquele que é nascido de Deus não pratica o pecado”. Outra maneira de dizer isso seria: “todo aquele que pratica a justiça é nascido dEle” (lJo 2.29).

O amor genuíno, semelhante ao de Cristo, apresentará um resultado específico na vida: “Aquele que ama é nascido de Deus e conhece a Deus” (lJo 4.7). Outro efeito do novo nascimento é a vitória sobre o mundo: “E os seus [de Deus] mandamentos não são pesados. O que é nascido de Deus vence o mundo; e esta é a vitória que vence o mundo: a nossa fé” (lJo 5.3,4). Aqui João explica que a regeneração capacita a vencer as pressões e as tentações do mundo que, de outra forma, nos impediriam de obedecer aos mandamentos de Deus e de seguir os seus caminhos. João diz que nos venceremos essas pressões, e, portanto, não será pesado obedecer aos mandamentos de Deus, pelo contrário, subentende-se que essa obediência será algo que faremos com alegria.

Finalmente, João observa que outro resultado da regeneração é a proteção que ela nos dá em relação ao próprio Satanás: “Sabemos que todo aquele que é nascido de Deus não está no pecado; aquele que nasceu de Deus o protege, e o Maligno não o atinge” (lJo 5.18). Embora possa haver ataques de Satanás, João reassegura a seus leitores: “aquele que está em vocês é maior é aquele que está no mundo” (lJo 4.4), e esse poder maior do Espírito Santo dentro de nós nos guarda em segurança do prejuízo espiritual que o Maligno poderia nos causar.

Devemos perceber que João enfatiza todas essas coisas como resultados necessários na vida dos que nasceram de novo. Se há regeneração genuína na vida de uma pessoa, ela crerá que Jesus é o Cristo, e isso a refreará de viver continuamente em pecado, ela amará seus irmãos na fé, vencerá as tentações do mundo e será guardada segura do prejuízo definitivo causado pelo Maligno. Essas passagens mostram que é impossível a pessoa ser regenerada e não se converter verdadeiramente.

Outros resultados da regeneração são mencionados por Paulo quando fala do “fruto do Espírito”, a saber, o resultado na vida que é produzido pelo poder do Espírito Santo trabalhando na vida de cada crente: “Mas o fruto do Espírito é amor, alegria, paz, paciência, amabilidade, bondade, fidelidade, mansidão e domínio próprio” (Gl 5.22,23). Se há regeneração verdadeira, esses elementos do fruto do Espírito serão mais e mais evidentes na vida da pessoa. Todavia, por outro lado, os descrentes, incluindo os que se imaginam crentes, mas não são, claramente mostrarão a falta dessas qualidades de caráter em suas vidas. Jesus disse aos discípulos: Cuidado com os falsos profetas. Eles vêm a vocês vestidos de peles de ovelhas, mas por dentro são lobos devoradores. Vocês os reconhecerão por seus frutos. Pode alguém colher uvas de um espinheiro ou figos de ervas daninhas? Semelhantemente, toda árvore boa dá frutos bons, mas a árvore ruim dá frutos ruins.A árvore boa não pode dar frutos ruins, nem a árvore ruim pode dar frutos bons. Toda árvore que não produz bons frutos é cortada e lançada ao fogo. Assim, pelos seus frutos vocês os reconhecerão! (Mt 7.15-20).Nem Jesus nem Paulo nem João destacam a atividade na igreja ou os milagres como evidência da regeneração. Ao contrário, ressaltam as qualidades do caráter na vida. De fato, logo após os versículos citados anteriormente, Jesus adverte que no dia do juízo muitos lhe dirão: “‘Senhor, Senhor, não profetizamos em teu nome? Em teu nome não expulsamos demônios e não realizamos muitos milagres?’ Então eu lhes direi claramente: Nunca os conheci. Afastem-se de mim vocês, que praticam o mal!” (Mt 7.22,23). Profecia, exorcismo e muitos milagres e atos poderosos em nome de Jesus (para não falar de outras espécies de intensas atividades da igreja na força da carne durante décadas na vida de uma pessoa) não proporcionam evidência convincente de que uma pessoa verdadeiramente nasceu de novo. Aparentemente essas coisas podem ser produzidas pela força do próprio homem natural ou com a ajuda do Maligno. Mas o amor genuíno a Deus e a seu povo, a obediência sincera aos seus mandamentos e as qualidades do caráter semelhante ao de Cristo que Paulo chama fruto do Espírito, demonstrados firmemente por longo tempo na vida de uma pessoa, não podem simplesmente ser produzidos por Satanás ou pelo homem natural trabalhando em sua força. Essas coisas só podem acontecer pelo Espírito de Deus trabalhando interiormente em nós, dando-nos nova vida.

Wayne Grudem

Fonte: Teologia Sistemática do autor, Ed. Vida Nova


Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.

%d blogueiros gostam disto: