9 bons frutos do nosso sofrimento

Aqui está uma lista, retirada das Escrituras, de bons frutos que resultam do

sofrimento dos crentes.

1. O sofrimento contribui para o avanço do evangelho. Nos dois casos a seguir, é o sofrimento da perseguição que ajuda a espalhar o evangelho, mas acredito que outros tipos de sofrimento também podem colaborar para isso.

Quero que saibam, irmãos, que aquilo que me aconteceu tem, ao contrário, servido para o progresso do evangelho. Como resultado, tornou-se evidente a toda a guarda do palácio e a todos os demais que estou na prisão por causa de Cristo. (Filipenses 1.12-13)

Os que tinham sido dispersos por causa da perseguição desencadeada com a morte de Estêvão chegaram até a Fenícia, Chipre e Antioquia, anunciando a mensagem apenas aos judeus. Alguns deles, todavia, cipriotas e cireneus, foram a Antioquia e começaram a falar também aos gregos, contando-lhes as boas novas a respeito do Senhor Jesus. A mão do Senhor estava com eles, e muitos creram e se converteram ao Senhor. (Atos 11.19-21)

2. O sofrimento leva outros crentes a crerem em Cristo. Talvez eu devesse incluir esse verso no item 1, mas não tenho certeza. Penso que o que ele pode estar dizendo aqui não é que o sofrimento de Paulo faz o evangelho se propagar, mas que a fidelidade de Paulo nas aflições pode levar outros crentes a continuarem confiando em Deus mesmo em tempos difíceis. O que vocês me dizem?

Trazemos sempre em nosso corpo o morrer de Jesus, para que a vida de Jesus também seja revelada em nosso corpo. Pois nós, que estamos vivos, somos sempre entregues à morte por amor a Jesus, para que a sua vida também se manifeste em nosso corpo mortal. De modo que em nós atua a morte; mas em vocês, a vida. (2 Coríntios 4.10-12)

3. O sofrimento mostra nossa fraqueza, demonstrando o poder de Cristo em nós.

Mas ele me disse: “Minha graça é suficiente para você, pois o meu poder se aperfeiçoa na fraqueza”. Portanto, eu me gloriarei ainda mais alegremente em minhas fraquezas, para que o poder de Cristo repouse em mim. Por isso, por amor de Cristo, regozijo-me nas fraquezas, nos insultos, nas necessidades, nas perseguições, nas angústias. Pois, quando sou fraco é que sou forte. (2 Coríntios 12.9-10)

4. O sofrimento nos ensina a confiar em Deus e não em nossa capacidade. Isso é similar ao item 3, exceto que essa lição é para nós mesmos, não para os outros.

Irmãos, não queremos que vocês desconheçam as tribulações que sofremos na província da Ásia, as quais foram muito além da nossa capacidade de suportar, ao ponto de perdermos a esperança da própria vida. De fato, já tínhamos sobre nós a sentença de morte, para que não confiássemos em nós mesmos, mas em Deus, que ressuscita os mortos. (2 Coríntios 1.8-9)

5. O sofrimento atesta a legitimidade da nossa fé.

Nisso vocês exultam, ainda que agora, por um pouco de tempo, devam ser entristecidos por todo tipo de provação. Assim acontece para que fique comprovado que a fé que vocês têm, muito mais valiosa do que o ouro que perece, mesmo que refinado pelo fogo, é genuína e resultará em louvor, glória e honra, quando Jesus Cristo for revelado. (1 Pedro 1.6-7)

6. O sofrimento nos coloca no caminho da justiça.

Suportem as dificuldades, recebendo-as como disciplina; Deus os trata como filhos. Ora, qual o filho que não é disciplinado por seu pai? […] Nenhuma disciplina parece ser motivo de alegria no momento, mas sim de tristeza. Mais tarde, porém, produz fruto de justiça e paz para aqueles que por ela foram exercitados. (Hebreus 12.7,11)

Não só isso, mas também nos gloriamos nas tribulações, porque sabemos que a tribulação produz perseverança; a perseverança, um caráter aprovado; e o caráter aprovado, esperança. (Romanos 5.3-4)

Meus irmãos, considerem motivo de grande alegria o fato de passarem por diversas provações, pois vocês sabem que a prova da sua fé produz perseverança. (Tiago 1.2-3)

7. O sofrimento nos faz valorizar e esperar pelo que é eterno.

Pois os nossos sofrimentos leves e momentâneos estão produzindo para nós uma glória eterna que pesa mais do que todos eles. Assim, fixamos os olhos, não naquilo que se vê, mas no que não se vê, pois o que se vê é transitório, mas o que não se vê é eterno. (2 Coríntios 4.17-18)

8. O sofrimento nos traz recompensas celestiais. O trecho de 2 Coríntios 4.17 (usado acima) também se encaixa aqui.

… para que também participemos da sua glória. Considero que os nossos sofrimentos atuais não podem ser comparados com a glória que em nós será revelada. (Romanos 8.17-18)

9. O sofrimento nos dá a habilidade de confortar e encorajar outros que estão sofrendo. Nós sofremos e Deus nos conforta, e essa nossa experiência nos permite confortar outros.

… Pai das misericórdias e Deus de toda consolação, que nos consola em todas as nossas tribulações, para que, com a consolação que recebemos de Deus possamos consolar os que estão passando por tribulações. (2 Coríntios 1.3-4)

Tenho certeza que essa lista não está completa. Você é capaz de pensar em outros bons propósitos que surgem do nosso sofrimento, conforme ensinados na Bíblia?

De que adianta “não se preocupe” nos dias de hoje?

 

Jesus disse aos Seus discípulos,

“Portanto vos digo: Não estejais apreensivos pela vossa vida, sobre o que comereis, nem pelo corpo, sobre o que vestireis. Mais é a vida do que o sustento, e o corpo mais do que as vestes.

Considerai os corvos, que nem semeiam, nem segam, nem têm despensa nem celeiro, e Deus os alimenta; quanto mais valeis vós do que as aves? E qual de vós, sendo solícito, pode acrescentar um côvado à sua estatura? Pois, se nem ainda podeis as coisas mínimas, por que estais ansiosos pelas outras?

Considerai os lírios, como eles crescem; não trabalham, nem fiam; e digo-vos que nem ainda Salomão, em toda a sua glória, se vestiu como um deles. E, se Deus assim veste a erva que hoje está no campo e amanhã é lançada no forno, quanto mais a vós, homens de pouca fé?

Não pergunteis, pois, que haveis de comer, ou que haveis de beber, e não andeis inquietos. Porque as nações do mundo buscam todas essas coisas; mas vosso Pai sabe que  precisais delas. Buscai antes o reino de Deus, e todas estas coisas vos serão acrescentadas.

Não temais, ó pequeno rebanho, porque a vosso Pai agradou dar-vos o reino.

Vendei o que tendes, e dai esmolas. Fazei para vós bolsas que não se envelheçam; tesouro nos céus que nunca acabe, aonde não chega ladrão e a traça não rói. Porque, onde estiver o vosso tesouro, ali estará também o vosso coração.”

Lucas 12.22-34

Vamos imaginar a cena. Jesus está conversando com uma enorme multidão de pessoas – eram tantas que estavam pisando umas nas outras. Elas estavam a céu aberto, em uma encosta com vista para o lago, o Mar da Galileia. É uma cena formidável, o lago se estendendo ao fundo da paisagem, reluzente, situado entre as colinas secas; pescadores saindo para pescar em seus pequenos barcos. Em volta deles, o trigo está crescendo nos pequenos campos, entre o terreno rochoso e a terra não cultivada. A multidão é principalmente constituída por pessoas simples: agricultores sujos, pescadores e camponesas. Veja como a conversa começa. Jesus estava falando com eles sobre duas coisas: de quem eles têm mais medo – de Deus ou das outras pessoas; e no que suas atitudes estão de acordo com as Dele.

Um rapaz o interrompe: “Mestre, dize a meu irmão que reparta comigo a herança.” (Lucas 12.13). Jesus corta logo o rapaz – nada de “Jesus paz e amor”. Ele, basicamente, diz “olha cara, eu não vou entrar aí. Eu não vim para dividir heranças por vocês. Eu tenho um plano diferente. Eu vim para outra coisa”. Mas a interrupção do homem leva o assunto da conversa para dinheiro e bens: “Eu quero o que é meu! Eu quero a minha parte do que é justo”. Então Jesus se voltou para a multidão e disse, “Cuidado com qualquer forma de ganância. Você não é aquilo que você possui”. Dinheiro é um dos melhores problemas para mostrar o que as pessoas mais querem e como elas vêm Jesus.

Então Jesus conta uma historia sobre um homem que tinha muito dinheiro (12.16-21). Ele viveu uma vida confortável. Ele poderia descansar e relaxar. Sem preocupações, ele pensava. Mas Deus disse para aquele homem, “Seu tolo! Você vai morrer essa noite. De que vai adiantar tudo isso pelo que você trabalhou a sua vida inteira? Você não tem nada. Sua vida é um total desperdício”.

Jesus teceu um aviso por toda a história, “Preserve sua vida de toda a forma de ganância”. Esse tema permeia toda a seção anterior (versos 13-21) até chegar ao verso 22: “Se afaste de qualquer tipo de ganância, de qualquer forma de ‘eu quero o que é meu’, e até de ‘porque eu tenho o que é meu, posso sentar e relaxar’”.

Então Jesus avança o próximo passo no assunto. Ele estava conversando com a multidão, e agora começa a falar diretamente com as pessoas que estão sentadas próximas a Ele. E é aqui que a nossa passagem começa. Ele fala diretamente com os discípulos – seus amigos, as pessoas que o amam e o conhecem.

“Por esta razão eu vos digo, não estejais apreensivos pela vossa vida, sobre o que comereis”. Ele se refere ao que disse anteriormente, mas muda a aplicação. Em outras palavras, ele tinha dito que se você não tem nada, então não seja ganancioso. E se por acaso você tem muita coisa, isso não é a sua vida, então não confie nessas coisas. Agora Jesus aplica esses princípios a um problema diferente. Mesmo que você não tenha muito dinheiro, ou o tanto que você acha que precisa, dinheiro continua não sendo a sua vida. Então, não fique ansioso.  Dinheiro não pode fazer ou desfazer você. “Não estejais apreensivos pela vossa vida, sobre o que comereis, nem pelo corpo, sobre o que vestireis. Mais é a vida do que o sustento, e o corpo mais do que as vestes”

Se você não tem nada, não seja ganancioso. E se você tem muito, isso não é a sua vida, então não confie nessas coisas

Temos que lembrar que Jesus está falando em uma cultura de subsistência: camponeses lavradores, pescadores pobres, pessoas que vendem alguns poucos itens no mercado da cidade. Imagine algo como uma vila de Terceiro Mundo. A maioria de nós não leva comida e roupas a sério – mas nos preocupamos com dinheiro também. Jesus estava falando sobre as necessidades básicas: comida, vestimentas, abrigo. Você vai viver ou morrer de fome amanhã? Embora nossa situação seja diferente, os problemas, atitudes e tentações são os mesmos. “Sua vida é mais do que comida. Sua vida é mais do que dinheiro”. Foi assim que Jesus começou.

Então Ele lista razões após razões do porquê você não deve ser dominado pelo medo e pelas preocupações. Primeiramente, Ele diz, “Considerai os corvos”. Lembre-se que Jesus estava falando a céu aberto. Ele não está utilizando nenhum dispositivo literário ou uma ilustração de sermão que Ele pensou em seu estudo! Ele estava em um lugar aberto, na Palestina. E havia corvos lá, assim como aqui em Glenside, Pennsylvania. Aqueles corvos eram do tipo gralha cinzenta. Estavam voando acima de todos, grasnando, ou ciscando no chão. “Olhem para esses corvos! Pense sobre eles. Eles não semeiam ou ceifam. Eles não possuem armazéns ou silos. Eles não se preparam nem fazem estoque. No entanto, Deus os alimenta. Quanto você é mais valioso do que esses pássaros?”

Ele ainda acrescenta uma segunda razão: “Quais de vocês, por meio de suas preocupações, podem adicionar uma única hora à sua vida? Se você não pode fazer isso sequer, porque você se preocupa com o restante?”

Jesus dá outra razão.  Ele continua empilhando. “Olhem para os lírios”. Ele não está falando sobre flores sofisticadas. Ele está falando sobre um tipo de flor silvestre que cresce em um terreno baldio ou na beira das estradas, entre as ervas daninhas. Lembrem-se, essas pessoas eram pobres. Eles não possuem jardins de inverno em suas casas. Jesus está apontando para o tipo de flor que cresce em qualquer tapera, com uma cor exuberante. “Olhem para aquelas flores ali, como elas estão crescendo. Eles não trabalham nem fiam” – Eles não fazem nada para serem mais bonitas. “Mas eu vos digo que nem Salomão em toda a sua glória, jamais se vestiu como um deles. Se Deus veste assim a erva do campo” (aqui hoje, amanhã se foi), “que hoje existe e amanha será lançada no fogo” (será queimado no fogo junto com o mato), “quanto mais Ele vai vestir você, homem de pequena fé?”

Então Jesus nos dá a quarta razão. Seu próximo comentário não tem tanto a ver com os sentimentos de ansiedade, mas com sobre a forma que você vive. Jesus descreve aquele estado compulsivo e obsessivo, a preocupação com dinheiro e bens. “Não procure o que você vai comer ou beber, e não se preocupe”. Ele não diz que você não deva ter um emprego que ganhe dinheiro. Mas sim que não faça disso seu objetivo de vida. Não se mantenha preocupado e obcecado. Não seja conduzido por isso. “Porque as nações do mundo buscam todas essas coisas; Em outras palavras, este é o negócio deles. No qual todos no mundo estão incluídos. “Mas vosso Pai sabe que precisais delas. Buscai antes o reino de Deus, e todas estas coisas vos serão acrescentadas.” Deus disse, não vivam para a mesma coisa que todos vivem. Não se preocupem com isso, pois “Eu vou te dar algo melhor – e ao longo do caminho vou cuidar de você financeiramente”.

Finalmente, não devemos duvidar (“Ele realmente vai nos dar o melhor?”). Jesus empilha mais uma razão. Ele diz, “Não temais, ó pequeno rebanho”. Esta é uma imagem vívida: “pequeno rebanho”. Esta é a única passagem da Bíblia em que esta expressão é usada, que dá uma ideia de um rebanho de ovelhas pequeno o suficiente para que o pastor soubesse os seus nomes; Ele conhece a situação de cada uma. Ele conhece as suas personalidades. Ele sabe como elas são. E Jesus garante que nós sabemos que ninguém pode enganar a Deus.  Ele não é relutante em te amar. “A vosso Pai agradou dar-vos o reino.”

Jesus acumula razões para não ficar preso ao dinheiro, mesmo quando a sobrevivência está em jogo. O que leva a radicais implicações para o seu estilo de vida.  “Vendei o que tendes, e dai esmolas.” Em vez de qualquer forma de ganância – O que eu vou ganhar com isso? Eu quero a minha parte! Eu ganhei muito, então eu posso estar bem confortável! E se eu não tiver o suficiente? Pode ser que eu não consiga algo que eu preciso! – em vez de obter, alcançar, ter mais, manter o que eu tenho, querer ter, e se preocupar se não conseguir – em vez de tudo isso, você pode dar por conta do que já lhe tem sido dado. Aqui está a lógica. Seu Pai, que te ama, te deu uma vida que você pode dar e não perder. “Vendei o que tendes, e dai esmolas. Fazei para vós bolsas que não se envelheçam; tesouro nos céus que nunca acabe, aonde não chega ladrão e a traça não rói. Porque, onde estiver o vosso tesouro, ali estará também o vosso coração.”

Ate aqui, a Palavra de Deus, com uma pequena extensão!

1. Você tem uma imensidão de boas razões para se preocupar!

Vamos avançar para o primeiro ponto. Quando você pensa um pouco, você tem boas razões para se preocupar. Eu não vou dizer que não há motivo para se preocupar. Por exemplo, as pessoas com quem Jesus estava falando eram pessoas pobres. Eles possuem saneamento primitivo, sem cuidados de saúde e correm risco de vida quando chove. Quando a seca chega em aqui Glenside, é apenas um incômodo. A grama fica marrom. Mas lá, quando chegava a seca, eles morriam.

Essas são coisas preocupantes. De fato, essa é uma das coisas que torna um prazer falar sobre essa passagem. Este é um assunto que eu sei que cai como uma luva para você. Eu sei de algo sobre você: você se preocupa. Você certamente sabe algo sobre mim – exatamente a mesma coisa.  Nós todos colocamos na nossa cabeça a tentação de nos preocuparmos. É universal.

Nós acabamos nos obcecando pelas coisas erradas. Se você tem seis anos de idade, talvez seja este o nível que essa vem: “meu irmão mais velho ganha cinco reais a mais de mesada. Se eu tivesse esses cinco reais a mais. Ah se eu ganhasse um pouco mais…”. Então você é o irmão de dez anos de idade, “Minha irmã tem dezesseis anos. Ela tem tanta sorte, porque ela tem um trabalho. Ah se eu tivesse um trabalho, isso seria demais!” Então você consegue um trabalho – e tem contas para pagar. Você acha que ter um trabalho vai acabar com suas preocupações, mas agora você tem contas para se preocupar e tudo que você quer, ou precisa, custa mais.

Então agora você tem o seu primeiro estágio e pode por algum dinheiro para gastar em seu bolso. Você continua preocupado, “Eu vou entrar na faculdade? Como nós vamos pagar pela faculdade? Que tipo de trabalho de meio período ou estágio eu vou precisar?” Se você está na faculdade ou apenas se graduando, “Eu vou conseguir um emprego? E se não tiver nenhum trabalho? Meus pais possuem trabalhos, e por isso eles são estáveis. Mas não há muito lá para mim.” Você se preocupa em conseguir um emprego. Então, quando você consegue um, “Será que algum dia terei dinheiro suficiente para comprar uma casa? Como vamos ter recursos para sustentar as crianças? Vamos ter como pagar escola?” Mesmo com um emprego, você procura vários outros motivos para se preocupar. Eu não te conheço, mas eu passei por uma experiência assim: mesmo quando temos dinheiro suficiente para pagar as contas, eu termino de pagar as contas com um leve e vago senso de ansiedade. Meia hora atrás eu tinha uma quantidade suficiente de dinheiro, mas, agora, depois de pagar tudo, não sobrou muito, e outro grau de preocupação surge sorrateiramente. Talvez você possa identificá-la. No nosso orçamento, é sempre o dentista ou mecânico. De alguma forma, nunca consigo gastar menos de R$500,00 com o freio ou R$1500 para fazer um canal de reconstrução do molar inferior direito. Nunca coloco no orçamento, mas facilmente entram na lista de preocupações.

Então você fica velho como eu e começa a fazer o planejamento financeiro para a aposentadoria – coisa que deveria ter sido pensada ha uns vinte anos atrás (outra preocupação). Os consultores mostram seu diagrama de ativos programados. O valor sobre um pouco, e então despenca depois dos 75 anos. É melhor morrer antes de chegar aos 82 anos – ou você vai acabar em algum asilo, ou dependendo da ajuda de seus filhos. Então chega o seu plano privado de aposentadoria: o mercado de ações quebra.

Sempre há algo para se preocupar.

 

Texto: David Powlison

UMA SÓ VIDA, UMA SÓ MORTE

“…E, como aos homens está ordenado morrerem uma vez, vindo depois disso o juízo,…” Hb 9:27

Muitos de nós gostaríamos de ter uma nova chance, uma nova vida literal, para podermos fazer o que pensamos hoje e também deixar de fazer algumas coisas.
Seria ótima uma nova chance: oportunidades perdidas, arrependimentos tardios, decisões equivocadas, etc.
Mas de acordo com a Palavra de Deus essa possibilidade não é possível, não podemos voltar ao passado e corrigir nossos erros.
Temos em Jesus uma nova chance, Ele nos chama da maneira que estamos e nos dá uma nova vida de agora em diante, por isso temos que esquecer o passado e hoje começarmos uma nova vida em Cristo.
Há somente uma oportunidade de salvação e esta é enquanto temos vida.

“…Buscai ao SENHOR enquanto se pode achar, invocai-o enquanto está perto. Deixe o ímpio o seu caminho, e o homem maligno os seus pensamentos, e se converta ao SENHOR, que se compadecerá dele; torne para o nosso Deus, porque grandioso é em perdoar…” Is 55:6:7,
“…(Porque diz: Ouvi-te em tempo aceitável E socorri-te no dia da salvação; Eis aqui agora o tempo aceitável, eis aqui agora o dia da salvação)…” IICo 6:2

Há religiões que acreditam realmente em uma nova vida corporal (natural) depois da morte:

-Espiritismo- reencarnação, espírito puro.
-Hinduísmo- a reencarnação a um estado melhor (carma bom) se a pessoa se portou bem, se a pessoa se portou mal pode voltar e nascer e pagar por seus pecados passados sofrendo (carma mau).
-Ordem Rosa Cruz- reencarnação (144 anos) se vivermos 80 anos, passaremos 60 anos no espaço, até a nova reencarnação.
-Legião da Boa Vontade- a alma aguarda instruções para evoluir e reencarnar.
-Hare-Krisna- aqueles que estão sem luz, continuarão reencarnando ininterruptamente.
-Meditação Transcendental- reencarnação, carma.
-Nova Era- reencarnação até que a pessoa alcance a unidade com Deus.

Reencarnação: ciclo de nascimento e morte (alguns crêem que animais e insetos estão incluídos nesse ciclo).

“…E, se quereis dar crédito, é este o Elias que havia de vir…” Mt 11:14

Jesus não identifica literalmente João como Elias, mas destaca o fato de que João exerce as funções de Elias:

“…E perguntaram-lhe: Então quê? És tu Elias? E disse: Não sou. És tu profeta? E respondeu: Não…” Jo 1:21

Jesus muitas vezes deixou claro, que temos uma única chance para recebermos por Ele a salvação.

“…Ora, havia um homem rico, e vestia-se de púrpura e de linho finíssimo, e vivia todos os dias regalada e esplendidamente. Havia também um certo mendigo, chamado Lázaro, que jazia cheio de chagas à porta daquele; E desejava alimentar-se com as migalhas que caíam da mesa do rico; e os próprios cães vinham lamber-lhe as chagas.E aconteceu que o mendigo morreu, e foi levado pelos anjos para o seio de Abraão; e morreu também o rico, e foi sepultado.E no inferno, ergueu os olhos, estando em tormentos, e viu ao longe Abraão, e Lázaro no seu seio. E, clamando, disse: Pai Abraão, tem misericórdia de mim, e manda a Lázaro, que molhe na água a ponta do seu dedo e me refresque a língua, porque estou atormentado nesta chama. Disse, porém, Abraão: Filho, lembra-te de que recebeste os teus bens em tua vida, e Lázaro somente males; e agora este é consolado e tu atormentado. E, além disso, está posto um grande abismo entre nós e vós, de sorte que os que quisessem passar daqui para vós não poderiam, nem tampouco os de lá passar para cá. E disse ele: Rogo-te, pois, ó pai, que o mandes à casa de meu pai,Pois tenho cinco irmãos; para que lhes dê testemunho, a fim de que não venham também para este lugar de tormento. Disse-lhe Abraão: Têm Moisés e os profetas; ouçam-nos. E disse ele: Não, pai Abraão; mas, se algum dentre os mortos fosse ter com eles, arrepender-se-iam. Porém, Abraão lhe disse: Se não ouvem a Moisés e aos profetas, tampouco acreditarão, ainda que algum dos mortos ressuscite…” Lc 16:19:31

Jesus estava explicando que existem as Escrituras que demonstram a necessidade do arrependimento e do conhecimento da verdade: Jesus

“…E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará…” Jo 8:32,
“…Disse-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim…” Jo 14:6

Ressurreição: ação de levantar-se da morte com um corpo físico no mesmo estado anterior a morte, ou com um corpo novo e transformado.

Se entendermos que só há uma vida, temos que fazer nela o nosso melhor, deixando para trás o pecado, fantasias, ilusões, mentiras e vivendo a realidade.
A Bíblia já nos mostra que certas crenças são abomináveis diante de Deus.

… Quando, pois, vos disserem: Consultai os que têm espíritos familiares e os adivinhos, que chilreiam e murmuram: Porventura não consultará o povo a seu Deus? A favor dos vivos consultar-se-á aos mortos? …” Is 8:19

Como aproveitar essa vida:

-1- Santidade:

“…Em santidade e justiça perante ele, todos os dias da nossa vida….” Lc 1:75,
“… Mas, como é santo aquele que vos chamou, sede vós também santos em toda a vossa maneira de viver; …” IPe 1:15

-2- vivendo para o Senhor:

“…Porque, se vivemos, para o Senhor vivemos; se morremos, para o Senhor morremos. “…De sorte que, ou vivamos ou morramos, somos do Senhor…” Rm 14:8,
“Porque para mim o viver é Cristo, e o morrer é ganho…” Fp 1:21

-3- obedecendo a verdade;

“… Purificando as vossas almas pelo Espírito na obediência à verdade, para o amor fraternal, não fingido; amai-vos ardentemente uns aos outros com um coração puro; Sendo de novo gerados, não de semente corruptível, mas da incorruptível, pela palavra de Deus, viva, e que permanece para sempre…” IPe 1:22:23

Há uma só vida, há uma só morte!!!

“…Assim que, se alguém está em Cristo, nova criatura é; as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo…” IICo 5:17,
“…Irmãos, quanto a mim, não julgo que o haja alcançado; mas uma coisa faço, e é que, esquecendo-me das coisas que atrás ficam, e avançando para as que estão diante de mim, Prossigo para o alvo, pelo prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus…” Fp 3:13:14

Refletindo sobre a bondade de Deus

“Pois da sua plenitude [abundância] nós todos recebemos uma graça após a outra e benção espiritual sobre benção espiritual, e até favor e dom [amontoado] sobre dom.”

-João 1.16 (ampli)-

– Precisamos refletir sobre a bondade de Deus. A Bíblia garante que Ele amontoou para nós benção espiritual sobre benção espiritual, favor sbre favor, dom sobre dom.

– Outra tradução diz “Da  plenitude de Sua graça, todos recebemos uma benção atráz de outra.” A Bondade Divina  é bem maior do que você e eu pudemos pensar ou imaginar.

– Rstamos todos cientes de que não mereçemos as bençãos do Céu. Não somos bnada em nós mesmos, mas em Cristo, cada um é precioso e tem valor para o Altíssimo. É somente pela graça do Pai celestial, portanto que temos o previlégio d eter um relacionamento com Ele, por intermédio de Jesus Cristo.

– Cantamos a respeito da maravilhosa graça de nosso amoroso Senhor, graça que é maior de que todos nossos pecados. Nunca pudemos fazer nada para merecê-la e nunca seremos bons o suficiente para recebê-la. Mas o Criador, por Sua misericórdia  estende-nos a Sua graça abundante e tem-nos agraciado com todas as bençãos espirituais em Cristo Jesus.

– Pense em como a graça Divina é realmente grande! Não temos de nos apresentar diante d’Ele devido ao nosso mérito. Pelo sangue do Cordeiro, pudemos entrar com ousadia na presença do Senhor sem medo ou tremor. Por causa de Jesus, Deus é nosso Pai Celestial.

– Todas nossas bençãos fluem do Manancial, o Senhor Jesus. É por causa do dom que o Todo-Poderoso entregou á humanidade  – O Salvador- o que recebemos benção benção sobre benção e favor sobre favor.

– Obtemos esses tesouros abundantes de uma Fonte Celestial. Nosso Senhor Jesus Cristo. Esses dons espirituais vêm do próprio coração de Deus. O Altíssimo enviou Seu Filho para que tenhamos vida. O Pai não tinha de cria-lO para nos redimir, mas Ele fez isso

– Pense nisso! Jesus optou por aceitar a morte na cruz por nós. Ele não foi obrigado a fazer isso por você ou por mim. Precisamos entender que as bençãos, a alegria e a boa dádiva que temos hoje são resultado daquil que o Rei dos reis fez por nós, quando deu o maior dom de todos, Sua vida pela redenção da humanidade.

– Reflitamos sobre a bondade do Altíssimo para conosco. E, especialmente, dediquemos tempo para agradecer ao Criador pelo Seu maior dom á humanidade, nosso precioso dom celestial, que é Jeusu Cristo – e a salvação que Ele proveu, tão gratuitamente para nós.

 

“Nunca podemos fazer nada para merecê-la,

e nunca seremos bons o suficiente para recebê-la”

Excitando-nos até a morte

    Russell D. Moore

 

O casal tipicamente começa me falando sobre como suas vidas são estressantes. Talvez ele tenha perdido o emprego. Talvez ela tenha dois. Talvez suas crianças sejam descontroladas e o lar é caótico. Mas normalmente, se conversarmos por tempo suficiente, há uma sensação de que algo mais está errado. O casal vai me falar sobre como a vida sexual se aproxima da extinção.  O homem, ela me dirá, é um abismo emocional, frio na intimidade com sua esposa. A mulher está frustrada, o que parece para ele como uma mistura de raiva e humilhação. Eles só não sabem o que está errado, mas sabem que um casamento cristão não deveria ser assim.

É nesse ponto que eu interrompo a discussão, olho para o homem e pergunto: “Então, tem quanto tempo que a pornografia está aí?”. O casal vai se olhar, então olharão pra mim com uma incredulidade temerosa que deixa no ar o questionamento “Como você sabe?”. Por alguns minutos, eles tentam se recompor diante dessa exposição, imaginando, penso eu, se eu sou um profeta do Antigo Testamento ou um psíquico da Nova Era. Mas não sou nenhum dos dois. E ninguém precisa ser para perceber o espírito de nossa época. Nos nossos dias, a pornografia é o anjo destruidor do Eros (especialmente o masculino), e é hora da igreja enfrentar o horror dessa verdade.

Uma perversão do que é bom

De certa forma, o problema da pornografia não é nada novo. A cobiça humana por uma sexualidade anti-pactual está firmada, nos diz Jesus, não em algo externo a nós, mas em nossas paixões caídas (Mateus 5.27-28). Cada geração de cristãos tem enfrentado a questão da pornografia, seja a arte pagã referente a Dionísio, as dançarinas da Era do Jazz ou as revistas de porno-chanchada das décadas de 40 e 50.

Mas a situação é diferente agora. A pornografia agora não está simplesmente disponível. Com o advento da tecnologia da Internet, com seu alcance praticamente universal e suas promessas de privacidade, a pornografia se militarizou. Em alguns setores, especialmente entre a população jovem masculina, ela é praticamente universal. Essa universalidade não é, ao contrário do que dizem os próprios donos dessa indústria, um sinal de sua inocência, mas de seu poder.

Como qualquer pecado, a pornografia é, por definição, uma perversão do que é bom, nesse caso, o mistério do homem e da mulher juntos em uma união de um corpo só. A inclinação para isso é forte de fato, precisamente por que nosso Criador, em infinita sabedoria, decidiu que as criaturas humanas não se subdividiriam como uma ameba, mas que o homem precisaria da mulher, e a mulher, do homem, para a sobrevivência da espécie.

Além disso há um mistério maior ainda. O Apóstolo Paulo nos diz que a sexualidade humana não é arbitrária nem é meramente natural. Ela é, ele diz, em si mesma, um ícone do propósito final de Deus no evangelho. Essa união em um corpo só é uma figura da união de Cristo com sua Igreja (Efésios 5.22-23). E a sexualidade humana é submissa ao padrão do próprio Alfa e Ômega do cosmos, não é de se espantar que ela seja tão difícil de conter. E que aparente ser tão difícil de controlar.

Uma questão eclesiástica

A pornografia, por sua própria natureza, leva à instabilidade. Uma imagem guardada na memória nunca será suficiente para continuar excitando um homem. Deus, afinal de contas, criou o homem e a mulher de forma que se satisfaçam não com um único ato sexual, mas com um apetite constante um pelo outro, pela união procriativa e unitiva de carne com carne e alma com alma. Alguém que busca esse mistério além da união pactual nunca encontrará o que procura. Ele nunca encontrará em uma imagem nua o suficiente para satisfazê-lo.

Sim, a pornografia é uma questão de moralidade pública. Nós já falamos sobre isso repetidas vezes. Uma cultura que não resguarda a dignidade da sexualidade humana é uma cultura que caminha para o niilismo. Sim, a pornografia é uma questão de justiça social. Afinal de contas, a pornografia, pelo que sabemos hoje, é raramente só “algumas imagens”. Por trás dessas imagens estão pessoas de verdade, criadas à imagem de Deus, que, por meio de uma triste jornada a uma terra de desespero, se rebaixaram a isso. Nós concordamos com aqueles – mesmo com aquelas feministas seculares de quem tanto discordamos – que dizem que uma cultura pornográfica fere a mulher e as crianças, através da objetificação das mulheres, do tráfico de crianças e da “produtificação” do sexo.

Mas antes de ser uma questão legal, cultural ou moral, a pornografia é uma questão eclesiástica. O julgamento, como nos dizem as Escrituras, deve começar na casa de Deus (1 Pedro 4.17). O homem que está no andar de cima vendo pornografia enquanto sua esposa leva seus filhos para o treino do futebol pode até ser um guerreiro sem religião da cultura secular. Mas também é possível que ele seja membro de uma das nossas igrejas, talvez até um dos que lê a revista Touchstone [N. T.: revista onde esse texto foi veiculado originalmente].

Para começar a tratar dessa crise, convocamos a igreja de Jesus Cristo a tratar de forma séria o que está em risco aqui. A pornografia é mais do que impulsos biológicos ou niilismo cultural; é uma questão de adoração. A Igreja cristã, em todos os lugares e em todos os tempos e em todas as situações, tem ensinado que não estamos sozinhos no universo. Um aspecto do “cristianismo puro e simples” é que existem seres espirituais invisíveis por todo o cosmos que buscam nos atacar.

Esses poderes entendem que “quem peca sexualmente peca contra o seu próprio corpo” (1 Coríntios 6.18). Eles entendem que uma ruptura no laço matrimonial sexual mancha a personalização da figura de Cristo e sua Igreja (Efésios 5.32). Eles sabem que a pornografia na vida de um seguidor de Cristo é como se unisse Cristo, espiritualmente, a uma prostituta eletrônica ou, mais provável, um vasto harém de prostitutas eletrônicas (1 Coríntios 6.16). E esses poderes acusadores sabem que aqueles que praticam essas coisas sem se arrepender “não herdarão o Reino de Deus” (1 Coríntios 6.9-10).

Falso arrependimento

Isso significa que nossas igrejas não podem simplesmente contar com grupos de apoio e softwares de bloqueio parental para combater essa praga. Devemos enxergar isso como algo profundamente espiritual e, acima de tudo, restabelecer uma visão cristã da sexualidade humana. A pornografia na internet, afinal de contas, é pura conseqüência de uma visão da sexualidade humana egoísta e infrutífera. Em uma era em que o sexo significa meramente atingir o orgasmo usando qualquer meio possível, devemos reafirmar o que a Igreja cristã sempre ensinou: o sexo é uma figura da união pactual de um homem com uma mulher, uma união cuja intenção é fazer florescer o amor, a alegria e, sim, o prazer sexual.

Mas ele também serve para representar nova vida. Uma visão cristã da sexualidade, arraigada no mistério do evangelho, é o que há de mais distante da feiúra utilitarista da pornografia. Nosso primeiro passo deve ser mostrar por que a pornografia deixa uma pessoa, e uma cultura, tão adormecida e vazia. A sexualidade humana é, como meu colega Robert George colocou, mais do que “partes do corpo pressionadas umas nas outras”.

Mais ainda, devemos clamar por arrependimento em nossas igrejas, e isso é mais difícil do que parece. A pornografia traz consigo um tipo de falso arrependimento. Imediatamente após um “episódio” de pornografia “terminar”, o participante normalmente, em especial no começo, sente um tipo de remorso e de repulsa por si mesmo. Um adúltero ou um fornicador do tipo mais tradicional pelo menos podem racionalizar e dizer que está “apaixonado”. A maioria das pessoas, apesar disso, não escreve poesia ou músicas românticas sobre essa compulsão isolada da masturbação. Mesmo pagãos que acham a pornografia agradável e necessária parecem reconhecer que isso é um tanto quanto patético.

Tipicamente, para aqueles que se identificam como cristãos, um episódio pornográfico é seguido por uma resolução de “nunca mais fazer isso de novo”. Muitas vezes (de novo: tipicamente) esses homens prometem buscar algum tipo de apoio e deixar o hábito pra trás.  Mas normalmente essa resolução diz menos sobre uma consciência pesada do que sobre um apetite saciado. Mesmo Esaú, com a barriga cheia de ensopado, chorou por seu direito de primogenitura perdido, mas “não teve como alterar a sua decisão, embora buscasse a bênção com lágrimas.” (Hebreus 12.17).

Sem arrependimento genuíno, o ciclo da tentação continuará. Os poderes dessa era vão colaborar com os impulsos biológicos para fazê-la parecer irresistível novamente. O pseudo-arrependimento manterá o pecado apenas escondido. Isso é obra do diabo e está entre as coisas que nosso Senhor Jesus veio destruir (1 João 3.8).

Genuíno arrependimento

Nossas igrejas precisam mostrar como é o arrependimento genuíno. Isso não significa estabelecer regras e regulamentos legalistas contra o uso da tecnologia. Isso, nos diz o Apóstolo Paulo, “não têm valor algum para refrear os impulsos da carne” (Colossenses 2.23). Isso de fato significa, entretanto, que cada fonte de tentação vem com um meio de escape correspondente (1 Coríntios 10.13). Para alguns membros especialmente vulneráveis de nossas igrejas. Isso significar abrir mão do uso de computadores pessoais ou da internet como um todo.

Essa sugestão pode parecer absurda para muitos, como se nós estivéssemos sugerindo que alguns cristãos fariam bem ao parar de comer ou dormir. Mas os seres humanos já viveram milhares de anos sem computadores e sem a Internet. Estaria nosso Senhor Jesus certo quando diz que é melhor cortar a mão ou retirar um olho do que sermos condenados por nossos pecados? (Mateus 5.29). Não é muito menor que isso pedir para alguém cortar apenas um cabo?

Também devemos fortalecer as mulheres em nossas congregações para agirem como cristãs com seus maridos escravizados pela pornografia. Nós cremos, e ensinamos enfaticamente, que as mulheres devem se submeter a seus maridos (Efésios 5.23). Mas nas Escrituras e nos ensinamentos cristãos, toda submissão (exceto aquela a Deus) tem limites. O corpo do marido, diz a Bíblia, pertence à sua esposa (1 Coríntios 7.4). Ela não precisa se submeter a ser um alvo físico das fantasias pornográficas de seu marido. Se ambos são membros de uma igreja cristã, e ele não se arrepende, nós aconselhamos a esposa a seguir os passos que Jesus estabeleceu (Mateus 18.15-20) para chamar um irmão ao arrependimento, que levam até a ação da igreja.

A resposta do evangelho

Finalmente, e mais importante, chamamos a igreja a contra-atacar a pornografia com aquilo que os poderes demoníacos mais temem: o evangelho de Jesus Cristo. Jesus, afinal de contas, andou conosco e, antes de nós, passou por essas tentações. O seu inimigo (que também é nosso inimigo) ofereceu a ele uma refeição solitária “masturbativa”, no meio de um jejum no deserto. Jesus recusou a oferta de Satanás, não porque ele não estava com fome, mas porque ele queria um banquete matrimonial, junto de sua Igreja como “preparada como uma noiva adornada para o seu marido” (Apocalipse 21.2).

 

Chamamos a igreja a contra-atacar a pornografia com aquilo que os poderes demoníacos mais temem: o evangelho de Jesus

Esses poderes querem qualquer filho de Adão, especialmente um irmão ou irmã do Senhor Jesus, sofrendo debaixo de acusações. Através da confissão de pecados, entretanto, qualquer consciência, incluindo aquela obscurecida pela pornografia, pode ser purificada. Pelo sangue de Cristo, recebido em arrependimento e fé, nenhuma acusação satânica pode permanecer, nem mesmo aquela que vem do histórico de navegação da internet.

Traduzido por Filipe Schulz | iPródigo.com

Ele é o Senhor

“Saiba, pois, com certeza toda a casa de Israel que a esse Jesus, a quem vós crucificastes, Deus o fez Senhor e Cristo”                               (Atos 2.36)

Jesus de Nazaré não é apenas um personagem  histórico que apareceu no Oriente Médio um tempão atráz. Ele é filho do Deus Vivo, a encarnação da divindade e principalmente Ele é o Senhor, novamente não por acaso. Ele cumpriu cabalmente tudo o que o Pai tinha para Ele, por isso foi colocado em lugar de honra.

Senhor significa dono. Jesus de Nazaré andou por esta terra na forma humana, colocou-se debaixo de uma maldição em nosso favor, tornou-se maldição por causa do nosso pecado. E note que mesmo assim, Ele não se fez Senhor de coisa nenhuma: foi Deus que o tornou Senhor, que  O colocou no seu devido lugar.

Isso nos ensina muiito, especialmente quando começamos a ter algumas ideias “brilhantes” de nos acharmos alguma coisa ou nos sentirmos no direito de nos auto-aclamarmos alguma coisa. Ou Deus nos coloca em alguma posição ou isso não terá  legitimidade. Meu querido leitor, não advogue em causa prórpria, não se empenhe em dizer quem é  ou o que faz, não busque reconhecimento seja merecido ou não. busque ser obdiente e cumprir o que Deus tem para sua vida. Isso provocará a percepção de quem Deus tiver levantado parar perceber. As coisas acontecerão.

è sempre uma batalha do ego contra o espírito mas podemos, sim, vencer. Jesus nos mostra que devemos dar prioridade para a obediência e que todo resto cabe ao pai. Filipenses 2 nos mostra isso com total clareza, este versículo de Atos 2 fala disso.

Note outro ensino nem tão sutil: o reconhecimento dos homens levou Jesus para a cruz. O de Deus, o levou ao Trono Celeste. Se somos co-herdeiros com Ele, se queremos ser imitadores Dele, se de fato sem Ele nada podemos fazer … por que o Pai faria diferente conosco? Se não poupou Seu filho para cumprir Seu propósito, por que pouparia a nós?

Deus te ama e nada mudará isso. Mas quanto a ir a algum lugar e outra discussão. Você só vai onde Ele desejar, ainda que seja uma cruz.

Oração:
“Pai, obrigado por que meu destino depende muito mais de minha decisão d ete obedecer do que de minhas capacidades. Ajuda-me para quue eu aprenda a confiar em Ti e esperar em Ti” 

Texto: Neil Andersson

Enfrentando uma provação

 

Muitas vezes, quando os cristãos são confrontados por problemas que tentam lança-los da montanha da vitória na direção do vale logo abaixo, eles tendem a pensar que fizeram algo errado. Nem sempre é o caso.

Deus nunca declarou que, quando começássemos a seguir e obedecer á Sua Palavra, não teríamos mais provações. Ele disse que embora muitas sejam as aflições do justo, Ele os  livraria de todas elas. ” Muitas são as aflições do justo, mas o Senhor os livra de todas”   (Sl 34:19)

Acho que nos ajudaria,  algumas vezes, se olhássemos para as provações sob uma perspectiva diferente. Se você for bem-sucedido com o Criador, vai enfrentar problemas, o diabo cuidará disso. Satanás  quer bloquear o caminho e impedir o progresso do povo que está fazendo alguma coisa de valor para o Senhor.

Os problemas surgem, inevitavelmente, para todos nós. Por essa razão, é importante tomarmos a decisão consciente de enxergarmos as dificuldades como degraus  para uma vitoria e um sucesso maior, em vez de permitir que elas se tornem pedras de tropeço para marcar uma situação de fracasso e derrota.

Nem as circunstâncias nem as atitudes dos outros determinam o curso de sua vida. Somente você, pela sua resposta aos obstáculos que possam surgir em seu caminho, determinam se será bem-sucedido ou não Na verdade, nem é o obstáculo, mas a sua atitude  com relação a ele é que garantem se você será um vencedor ou um fracassado.

Muitas vezes, quando alguém é confrontado pelos problemas ou desafios, acha-se dominado e pára de lutar. Mas, se desistir quando enfretar oposição, você faz do obstáculo uma pedra de tropeço, que será um memorial de fracasso e derrota em sua vida.

Na iminência de um aparente fracasso, firme-se e declare “diabo, eu não pararei! Não desistirei! Eu me recuso a dar mei-volta. Não cederei!”

Assim, prossiga, tomando aquele obstáculo e fazendo dele um degrau para ir ao outro lado – o da vitória.

Se uma barreira estiver tentando bloquear seu caminho para a vitória, não fique parado na frente dela, aceitando a derrota. Levante seus olhos o o Único que é seu Ajudador, e começe a caminhar para o alto daquele desafio, confessando o que a palavra diz a seu respeito. Começe a declarar com ousadia:

“Maior é o que está em mim do que o que esta no mundo” (1Jo. 4:4)

“E graças a Deus, que sempre me faz triunfar em Cristo.” (IICor. 2:14a)

Você descobrirá que, ao agir com base na palavra, os obstáculos que satanás pretendia que fossem pedras de tropeço, para marcar sua derrota, irão trabsformar-se em degraus ao longo do seu caminho para a vitória em Cristo.

SENHOR, TOQUE-ME

Em seguida, Jesus lhe pôs novamente as mãos sobre os olhos e o
homem viu claramente; estava curado e via tudo claramente

(Marcos 8:25).

Uma das maiores crises pessoais que eu já enfrentei no ministério girava em
torno da questão do perdão, e com uma pessoa membro do conselho
administrativo. Eu esforcei-me com relação a este homem, e eu sabia que as
coisas não poderiam continuar da maneira como estavam. Então eu decidi
demitir-me daquele pastorado.

A semana anterior àquela que eu iria ler minha carta de demissão para a
igreja, eu fiquei doente. Eu estava de cama com uma temperatura de 40 graus
e totalmente sem vós. Era fácil reconhecer que Deus não estava se agradando
da minha decisão. Eu comecei a ler os evangelhos e cheguei a Marcos 8:22-26
onde Jesus curou um homem cego. Eu notei que depois do primeiro toque de
Jesus, o homem disse, “Percebo as pessoas . . . como árvores” (versículo
24). De repente eu percebi que eu via este homem desta maneira: uma grande
árvore, um obstáculo bloqueando meu caminho. Me permita perguntar: Voce

tem algum obstáculo que o impeça de ver o que o Senhor quer lhe mostrar?

Então Jesus tocou o homem cego novamente e ele começou a ver as pessoas
claramente, não como árvores. Eu entendi a mensagem. “Senhor, eu não amo
este homem. Eu sei que o Senhor sabe, e eu quero que o Senhor saiba. Mas o
Senhor tem que me tocar como o Senhor tocou o cego. Senhor, eu preciso do
Seu toque para que eu possa ser a pessoa que o Senhor quer que eu seja.” E
Deus o fez! Naquele momento eu escolhi perdoar aquele homem completamente.

No domingo seguinte eu fui para a igreja, não para me demitir, mas para
pregar. Minha voz ainda estava abalada e eu quase não conseguia falar. Eu
confessei para a congregação minha própria independência e meu desejo para
que o Senhor me tocasse, para ver as pessoas como pessoas, e não como
obstáculos para meus objetivos
. No fim do sermão, eu convidei qualquer um
que desejasse um toque do Senhor para se juntar a mim no altar. Logo a área
ao redor do altar e dos corredores em frente estavam lotados de gente.
Praticamente todos vieram a frente, exceto alguns poucos. Foi um
reavivamento!

Adivinhe quem era um desses poucos? Pelo que eu sei ele nunca mudou, mas eu
mudei.
 E eu agradeço a Deus por este dia que Ele me pôs de cama para me
fazer o pastor que Ele queria que eu fosse. Se eu tivesse feito as coisas do
meu jeito, provavelmente eu estaria hoje fora do ministério. E voce, está deixando

seu ministério por conta de quem ou do que??

 

Neil Andersson

A capacidade humana de escolher Deus

A sua queda é grande. É tão grande que somente a graça eficaz de Deus trabalhando em seu coração pode lhe trazer fé.

É irônico que no mesmo capítulo, na verdade no mesmo contexto, em que nosso Senhor ensina a absoluta necessidade da regeneração para ver o reino, quanto mais escolhê-lo, visões não-reformadas encontram um dos seus principais textos-prova para argumentar que homens decaídos possuem uma pequena ilha de habilidade para escolher Cristo. É João 3.16: “Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna”.

O que esse famoso versículo ensina sobre a capacidade do homem decaído de escolher Cristo? A resposta é: simplesmente nada. O argumento usado pelos não-reformados é que o texto ensina que todas as pessoas do mundo têm em si o poder para aceitar ou rejeitar a Cristo. Um olhar cuidadoso no texto revela, no entanto, que ele nada ensina sobre isso. O que ensina é que todos os que creem em Cristo serão salvos. Quem faz  A (crê) receberá B (vida eterna). O texto não diz nada, absolutamente nada, sobre quem vai crer. Ele não diz nada sobre a capacidade (moral) natural do homem decaído. Reformados e não-reformados, ambos, concordam plenamente que todos que creem serão salvos. Eles discordam plenamente sobre quem tem a capacidade de crer.

Alguns provavelmente responderão: “Tudo bem. O texto não ensina explicitamente que homens decaídos têm a capacidade de escolher Cristo sem antes nascerem de novo, mas ele certamente implica isso”. Não estou disposto a concordar que o texto implique uma coisa dessas. No entanto, mesmo se fizesse não faria diferença no debate. Por que não? Nossa regra de interpretação das Escrituras é que implicações extraídas das Escrituras devem sempre ser subordinadas ao ensino explícito das Escrituras. Nunca, nunca, nunca devemos reverter isso para subordinar o ensino explícito das Escrituras para possíveis implicações retiradas das Escrituras. Esta regra é compartilhada por pensadores reformados e não-reformados.

Se João 3.16 implicasse uma capacidade humana, natural e universal dos homens decaídos de escolher Cristo, então essa implicação seria apagada pelo ensino explícito contrário de Jesus. Acabamos de ver que Jesus ensinou explícita e inequivocamente que nenhum homem tem a capacidade de chegar a ele sem que Deus realize alguma coisa para lhe dar essa capacidade, isto é, atraí-lo.

O homem decaído está na carne. Na carne, ele não pode fazer nada para agradar a Deus. Paulo declara, “Por isso, o pendor da carne é inimizade contra Deus, pois não está sujeito à lei de Deus, nem mesmo pode estar. Portanto, os que estão na carne não podem agradar a Deus” (Rm 8.7,8).

Perguntamos, então, “Quem são aqueles que estão ‘na carne?”. Paulo continua: “Vós, porém, não estais na carne, mas no Espírito, se, de fato, o Espírito de Deus habita em vós. E, se alguém não tem o Espírito de Cristo, esse tal não é dele” (Rm 8.9). A palavra crucial aqui é “se”. O que distingue aqueles que estão na carne daqueles que não estão é a habitação do Espírito Santo. Ninguém que não é regenerado é habitado por Deus Espírito Santo. Pessoas que estão na carne não foram regeneradas. A menos que sejam primeiro regenerados, nascidos do Espírito Santo, eles não podem estar sujeitos à lei de Deus. Eles não conseguem agradar a Deus.

Deus nos ordena a crer em Cristo. Ele se agrada com aqueles que escolhem Cristo. Se as pessoas não regeneradas pudessem escolher Cristo, então poderiam se submeter a pelo menos um dos mandamentos de Deus, e poderiam pelo menos fazer algo que é agradável a Deus. Se é assim, então o apóstolo errou aqui em insistir que aqueles que estão na carne não podem estar sujeitos a Deus, nem agradá-lo.

Concluímos que o homem decaído continua livre para escolher o que deseja. Porém, porque os seus desejos são somente maus, ele não tem capacidade moral de chegar a Cristo. Enquanto ele permanece na carne, não regenerado, nunca chegará a Cristo. Ele não pode escolher Cristo precisamente porque não pode agir contra a sua própria vontade. Ele não tem desejo por Cristo. Ele não pode escolher o que não deseja. A sua queda é grande. É tão grande que somente a graça eficaz de Deus trabalhando em seu coração pode lhe trazer fé.

por R.C. Sproul

– http://www.ligonier.org/blog/mans-ability-choose-god/ –

A graça reina pela justiça

 

“A Lei foi introduzida para que a transgressão fosse ressaltada. Mas onde aumentou o pecado, transbordou a graça, a fim de que, assim como o pecado reinou na morte, também a graça reine pela justiça para conceder vida eterna, mediante Jesus Cristo, nosso Senhor”

                                                                                       (Romanos 5.22-21)

 

Quantos cristãos (desconsidere as pessoas que ainda não são cristãs) você imagina que entendem mal a graça? Certamente há toneladas.

Um problema, como já ouvi dizerem, é que a lei é nossa língua nativa. Falamos a lei fluentemente. Existe uma tendência natural direcionada para a justiça própria, para a justiça punitiva, para trabalhos externos sem vida. Embora a lei deva nos condenar – e nos condenar muito! – inconscientemente acreditamos que nós mesmos somos capazes de nos erguer ao patamar das exigências da lei. Obviamente, nós nuncadiríamos tal coisa. Nós apenas vivemos assim. Claro, nunca recorreríamos à lei por justificação – não somos legalistas, afinal de contas. Mas imaginamos a perfeição como uma possibilidade genuína. Fazemos disso um alvo de “sempre lutar pela perfeição”. O que é isso, senão a lei pronunciada com mais sílabas? Certamente quanto mais velhos ficamos, menos confiança temos de um dia alcançarmos a perfeição. Mas permanecemos confiantes e comprometidos com o alvo da perfeição porque a graça não é nossa língua nativa; a lei é.

Mas há outros problemas também. Outras formas de entendermos mal a graça. Se insistimos que a graça é maior que o pecado, alguns pensam que “graça” se torna uma licença para pecar ainda mais. O apóstolo Paulo encontrou esses problemas durante seu ministério. Ele antecipou essas objeções em Romanos 6, onde ele pergunta retoricamente, “O que diremos então? Continuaremos pecando para que a graça aumente?” (v.1) e um pouco depois, “E então? Vamos pecar porque não estamos debaixo da lei, mas debaixo da graça?” (v.15). Tendo antecipado os mal entendidos, o apóstolo não deixou essa retórica como espantalhos em pé na plantação. Ele os queima com um contundente “De maneira alguma!”. “De maneira alguma!”. Graça não é licença.

Bem, por que não? Porque a graça super abundante não é licença e aliciamento para o pecado? Paulo desenvolve um argumento mais longo e maravilhoso no capítulo 6. Mas para esse post, eu quero identificar algumas coisas que ele fala no final do capítulo 5. Especificamente, “transbordou a graça a fim de que, assim como o pecado reinou na morte, também agraça reine pela justiça para conceder vida eterna, mediante Jesus Cristo, nosso Senhor”.

Note: Transbordou a graça na presença do pecado, então que a graça reine pela justiça. É como se o pecado e a graça fossem dois reis guerreando em conflito armado por supremacia.  Onde quer que o pecado reúna seus cavaleiros, a graça arruma seus lanceiros e arqueiros para anular a rebelião do pecado.

Deu para ver que eu gosto de filmes que se passam no período Medieval de reis, castelos, guerreiros e batalhas? O problema com esses filmes, no entanto, é que uma vez que o rei derrotou seus inimigos, o filme termina  e nós ficamos a imaginar o que esse pacífico e benevolente reino ocasionará. Não vemos o filme sobre o reinado perfeito. Esse é parcialmente o problema com nossa discussão sobre a graça. Sabemos muito sobre a vitória da graça sobre o pecado. Falamos muito sobre a graça salvadora. Mas então o filme acaba e ouvimos pouco da “graça reinando”.

Mas por causa da vitória de Deus sobre o pecado, nós que cremos estamos “debaixo da graça”, como Paulo explica no capítulo 6. Mas o que isso implica? Bem, implica ser governado pela graça. A graça reina sobre nós. “Pois o pecado não os dominará, porque vocês não estão debaixo da Lei, mas debaixo da graça” (6.14). O pecado não nos dominará porque a graça nos domina. A graça reina. Ela governa.

E qual é a característica do reinado da graça na vida cristã? A graça reina pela justiça. Quando a graça vence o pecado, estabelece o reino de justiça através do domínio até a vida eterna estar consumada. É por isso que graça e licença são incompatíveis. Licença reina por luxúria, pecado e morte. Mas fomos libertos disso. Morremos para a lei e morremos para o pecado. A cada dia estamos a nos “considerar mortos para o pecado, mas vivos para Deus em Cristo Jesus” (6:11). Você começou o dia de hoje se considerando morto para o pecado, mas vivo para Deus em Cristo Jesus? O benefício dessa aplicação mental é nós não permitirmos mais que o pecado reine em nossos corpos mortais por obedecer os desejos malignos (6:12). Graça e licença são incompatíveis porque a graça reina pela justiça.

Talvez esse seja o ponto que entendemos mal com mais frequência. Talvez seja por isso que tantas alusões à graça nos pareçam insinuações astutas para o pecado. Você já ouviu cristãos responderem à aplicação correta do mandamento das Escrituras com “Mas não estamos debaixo da lei, mas debaixo da graça”? Você já ouviu cristãos combaterem a prática bíblicade disciplina corretiva apelando para a “graça”? De tempos em tempos, ouvimos cristãos oferecendo um calmante paliativo a um pecador não arrependido, deixando-o em seus pecados ao dizer em algumas  palavras “tudo bem, porque é tudo pela graça, de qualquer forma”. Soa suspeito como o não crente endurecido que proclama que Deus tem que perdoar seus pecados porque “é isso que Deus faz”.

Se somos culpados de pensar na graça nesses termo, eu suspeito que o apostolo Paulo nos corrigiria com um “absolutamente não! De forma alguma!”.

O que está errado com muitas dessas afirmações? De alguma maneira, elas separam a idéia de graça do seu reinado pela justiça. Elas esquecem que “a graça de Deus se manifestou salvadora a todos os homens. Ela nos ensina a renunciar à impiedade e às paixões mundanas e a viver de maneira sensata, justa e piedosa nesta era presente, enquanto aguardamos a bendita esperança: a gloriosa manifestação de nosso grande Deus e Salvador, Jesus Cristo. Ele se entregou por nós a fim de nos remir de toda a maldade e purificar para si mesmo um povo particularmente seu, dedicado à prática de boas obras” (Tito 2:11-14). A graça nos ensina a justiça. A graça nos ensina a “apenas dizer ‘não’”. Positivamente, graça nos instrui ao auto-controle, retidão e piedade mesmo em uma época de anarquia e escuridão. A graça torna-se para nós um agente de purificação, e cria em nós uma forte inclinação para o bem. A graça reina na vida cristã, mas o faz por meio da manifestação e do cultivo da justiça.

Isso nos beneficiaria muito a estarmos cientes  de que  os ímpios, ao ensinar, “transformam a graça de nosso Deus em libertinagem e negam Jesus Cristo, nosso único Soberano e Senhor” (Judas 1:4).  E temos que estar cientes de que a tendência de nosso próprio coração é transformar a graça em anarquia, ou recorrer à lei como meio de justiça. Ambos são fugas que negam o evangelho. A verdadeira graça de Deus torna a falta de lei em justiça e traz vida eterna para onde a lei trouxe morte.

A verdadeira graça de Deus torna a falta de lei em justiça e traz vida eterna para onde a lei trouxe morte.

 

Texto:  Thabiti Anyabwile in http://thegospelcoalition.org/blogs/thabitianyabwile/2011/07/25/grace-reigns-through-righteousness/

 

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